segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ian Bostridge Fabio Biondi Bach Cantatas & Arias

Encontrei por acaso no youtube, o video da gravação de um dos meus cd's preferidos do tenor britânico Ian Bostridge cantatas e arias de Bach com a direcção de Fabio Biondi à frente dos Europa Galante. A gravação data de Março de 2000, Parma/Itália.
Johann Sebastian Bach: cantatas 55 and 82a, arias

Ian Bostridge, tenor europa galante fabio biondi, director released 2000 virgin classics VC 5 45420 2 [DDD 67:55]

  • ich habe genug, BWV82a
  • sinfonia from christ lag in todesbanden, BWV4
  • recitative and aria from gott fähret auf mit jauchzen, BWV43
  • ich armer mensch, ich sündenknecht, BWV55
  • sinfonia from gleich wie der regen und schnee vom himmel fällt, BWV18
  • aria from laß, fürstin, laß noch einen strahl, BWV198
  • aria from oster-oratorium, BWV249
  • recitative and aria from christ unser herr zum jordan kam, BWV7
  • aria from wohl dem, der sich auf seinen gott, BWV139
  • sinfonia from mer hahn en neue oberkeet, BWV212 (peasant cantata)

Ali Farka Touré 1939- 2006

Life is a combination Of tears and smiles Everyone should follow Their own route If a man has no eyes Another can see If a man has no feet Another can walk Ali Farka Touré

Ali Ibrahim “Farka” Touré (Kanau, Mali, 31 de outubro de 1939Bamako, 7 de março de 2006) foi um cantor e guitarrista do Mali e um dos músicos mais internacionalmente reconhecidos do continente africano.

Bamaco (do fancês Bamako) é a capital e a maior cidade do Mali. Localiza-se nas margens do rio Níger. Tem cerca de 1349 mil habitantes. Foi um centro muçulmano importante na Idade Média, sendo ocupado pelos franceses em 1883. Tornou-se capital do Sudão Francês em 1908.

Tendo sido o único sobrevivente de uma família de dez irmãos. Talvez por isso, os seus pais deram-lhe a alcunha de Farka, que significa “Burro” (e que na tradição do povo Arma, de que Ali era originário, significa “um animal forte e tenaz”). De religião muçulmana (religião que praticou durante toda a sua vida), Ali passou por inúmeras dificuldades durante a infância e juventude. Perdeu o pai ainda criança e lançou-se à vida: foi mecânico, condutor de táxis e de ambulâncias. Mas a música surge-lhe como uma necessidade (como na maior parte das vezes) no início dos anos 60. Fez parte de várias bandas, foi artista residente na Rádio Mali e começou então a perceber os laços óbvios que uniam a música da sua região com a música norte-americana que admirava (de John Lee Hocker a James Brown). E, mais importante ainda, sempre se assumiu como um cidadão e artista que, apesar de Arma, respeitava e amava as outras tribos e culturas do Mali. Ali Farka cantava em songhai, peul, bambara, fula, tamaschek e outros dialectos da região. Essa abertura permitiu-lhe ser um dos artistas que contribuiu para a reconciliação nacional no Mali depois da mais recente revolta dos tuaregues.

A sua música é considerada como que um ponto de intersecção da música tradicional do Mali e os blues americanos. A crença de que este último é, de facto, historicamente derivado da primeira reflete-se nas frequentes citações de Martin Scorsese caracterizando a tradição de Touré como constituindo "o DNA do blues". Ali Farka Touré sabia-o e demonstrava-o na sua música e dizia nas raras entrevistas que dava, os blues norte-americanos (e por arrasto, o rock e muitas formas “modernas” de música anglo-saxónica) tinham a sua origem ali, na zona abaixo do deserto do Sara, nas margens do Rio Niger, onde África começa a ser negra. Ali, nas regiões do Império Mandinga, onde os negreiros iam buscar os escravos que levaram para as Américas (do Norte e do Sul),indo com eles a sua música que depois se transformou em muitas músicas (os blues nos EUA e formas musicais sul e centro-americanas noutros países).

Foi classificado como o número 76 dos "Cem Melhores Guitarristas de Todos os Tempos" pela revista de música Rolling Stone.